Ho’oponopono.
Essa época de fim de ano traz uma urgência em nós que se não estivermos atentos nos insere numa esfera de ansiedades e desperdícios, completamente desnecessários. Como todo fim e posterior recomeço, estabelecemos uma conexão interna poderosa onde surgem questões fundamentais: o que está obsoleto – merece morrer, o que precisa nascer, o que precisa ser mantido. Ainda que nossos mecanismos de resistência ao hiper-movimento festivo estejam atentos, fazemos desenhos mentais do que pretendemos enterrar definitivamente no dia 31/12, e do que precisamos dar vida em 01 de janeiro. Essa conexão é salutar quando traz à tona, o absoluto em nós, que está interligado com todas as pessoas que passam por nosso caminho e até com as que não passam- somos um.
2011 foi para mim um ano muito intenso, muito trabalho interno, muita introspecção, trazendo com isso pessoas maravilhosas, com chaves para portais incríveis de luz. Era como se mil vidas estivessem sendo vividas no mesmo minuto. E estão.
Conheci e ainda estou conhecendo, técnicas espirituais, mentais, filosóficas, incríveis- todas- ainda que pontuais, ainda que só por um dia, ainda que não me tornassem seguidora, tiveram o papel fundamental de salvar minha vida, ainda que por um dia. A multidimensionalidade está aí, quase tangível, a espiritualidade nos toca e podemos senti-la, tão generosa, tão disponível, pedindo apenas que espalhemos a luz que somos.
Eu tenho enorme resistência em fazer parte de grupos esotéricos, espirituais, que pregam o trabalho intenso de freqüentar uma casa, seguir sempre os mesmos rituais... e a liberdade fica onde? Percebi que há um trabalho que está sendo desenvolvido quando lidamos com nossos familiares, colegas de trabalho, amigos, tão grande quanto entrar numa igreja rezar sem parar, prestando mais atenção na mosca que voa, do que na intenção que canaliza.
O Universo está aí, fluindo para quem quiser ser fluxo, amando pra quem quiser ser amor. Assim também como quem quiser ser as polaridades opostas.
Semana passada fui apresentada, a uma técnica de luz que tem a função de limpar situações atuais e de nossos antepassados, e ontem tive a oportunidade maravilhosa de ser apresentada à uma técnica de liberação de memórias. Como nada é por acaso, a palavra de ordem é liberar, limpar. Fui recomendada à técnica Ho’oponopono. Surgiu quando conversava com um destes ser de luz, que salva as pessoas. Falávamos o quanto nossas reações, sentimentos são a repetição de memórias passadas que não liberamos, que é exatamente proporcional ao espaço que não damos à inspiração. Às vezes, sentimos estar em um beco sem saída, numa situação que nos gera tanta angústia, tanta incapacidade de lidar, onde temos a percepção de ter feito tudo e nem isto ter sido suficiente, é a exaustão física, mental, emocional em seu grau máximo, definitivamente é o limite. Neste ponto, não devemos fazer nada, e ela não falou muito das palavras, nem da técnica, só que era havaiana, e perguntei se era Ho´ponopono. Ela disse que sim, que tem obtido muitos resultados, e desde então, resolveu indicar. Perguntei o nome do livro e ela: Limite Zero, mas é difícil.
Eu já havia lido sobre isso, apesar de não fazer muito sentido, mas como diz o ditado, quando o discípulo está pronto o mestre se apresenta. Fui pra internet,, encomendei o livro e quando li sobre a técnica percebi o quanto era perfeita para meu momento atual. O outro ser de luz que conversou comigo esta manhã, confirmou: se é mudança o que queremos, vamos liberar o que é preciso.
Segue um resumo extraído de um blog.
Resumo do livro Limite Zero, de Joe Vitale:Há dois anos, ouvi falar de um terapeuta no Havaí que curou um pavilhão psiquiátrico de criminosos sem sequer ver nenhum deles. O psicólogo estudava a ficha do presidiário e olhava dentro de si mesmo para ver como ele tinha criado a enfermidade dessa pessoa. Na medida em que ele melhorava, o paciente melhorava.
A primeira vez que ouvi falar desta história pensei que era uma lenda urbana. Como posso curar o outro curando somente a mim mesmo? Entretanto, escutei-a novamente um ano depois. Ouvi que o terapeuta tinha usado um processo de cura havaiano chamado “ho’oponopono”.
Meu entendimento era que “total responsabilidade” significava que eu sou responsável pelo que penso e faço. O que estiver mais além, está fora de minhas mãos. Acho que a maior parte das pessoas pensa o mesmo sobre responsabilidade: somos responsáveis pelo que fazemos, não do que os outros fazem – mas isso está errado.
O terapeuta havaiano que curou essas pessoas mentalmente doentes me ensinaria uma nova perspectiva avançada sobre o que é a total responsabilidade. Seu nome é Dr. Ihaleakala Hew Len. Ele explicou que no Hospital Estatal do Havaí, o pavilhão onde encerravam os criminosos loucos era perigoso. Os psicólogos desistiam de trabalhar ali em um mês. As pessoas que atravessavam esse pavilhão caminhavam com suas costas contra a parede, temerosas de serem atacadas por seus pacientes. Não era um lugar agradável para viver, trabalhar ou visitar.
O Dr. Len me disse que nunca viu os pacientes. Assinou um acordo de ter um escritório e revisar suas fichas. Enquanto olhava essas fichas, trabalharia em si mesmo. Enquanto trabalhava em si mesmo, os pacientes começaram a curar-se.
“Depois de alguns poucos meses, foi permitido que pacientes que deviam estar encarcerados que caminhassem livremente. Outros que tinham que estar fortemente medicados começaram a diminuir sua medicação. E aqueles que jamais teriam nenhuma possibilidade de ser liberados, tiveram alta”. Eu estava assombrado. “Não somente isso, mas o pessoal começou a ir feliz para o trabalho. A ausência e as mudanças de pessoal desapareceram. Terminamos com mais pessoas do que necessitávamos porque os pacientes eram liberados e todas as pessoas vinham trabalhar. Hoje esse este pavilhão está fechado.”
Aqui é onde eu tive que fazer a pergunta de milhões de dólares: “O que você esteve fazendo com você mesmo, que ocasionou a mudança dessas pessoas?”
“Eu simplesmente estava curando aquela parte minha que tinha criado aquilo neles”, disse ele. Eu não entendi. E o Dr. Len explicou que a total responsabilidade de sua vida implica tudo o que está em sua vida, simplesmente porque está em sua vida, é de sua responsabilidade. Em um sentido literal, todo o mundo é sua criação.
Uau! Isto é duro de engolir. Ser responsável pelo que eu faço ou digo é uma coisa. Ser responsável por outro ou por qualquer outra coisa que faça ou diga na minha vida é muito diferente. Entretanto a verdade é esta: se assumir completa responsabilidade por sua vida, então tudo o que você vê, escuta, saboreia, toca ou experimenta de qualquer forma é sua responsabilidade, porque está em sua vida. Isto significa que a atividade terrorista, o presidente, a economia ou algo que você experimenta e não gosta está ali para que se cure.
Sei que isto é difícil de entender, muito menos de aceitar ou de vivê-lo realmente. Atribuir ao outro a culpa é muito mais fácil do que assumir a total responsabilidade, mas enquanto falava com o Dr. Len comecei a compreender que o ho’oponopono significa amar a si mesmo.
Se deseja melhorar sua vida, deve curar sua vida. Se deseja curar qualquer outro, ainda que seja um criminoso mentalmente doente, faça-o curando a si mesmo.
Perguntei ao Dr. Len como curava a si mesmo. O que era que ele fazia exatamente, quando olhava as fichas desses pacientes.
“Eu simplesmente permanecia dizendo “Sinto muito” e “Te amo”, muitas vezes” explicou ele.
“Só isso?”
“Só isso.”
“O resultado é que amar a si mesmo é a melhor forma de melhorar a si mesmo. E enquanto você melhora a si mesmo, melhora seu mundo”.
O ho’oponopono é um processo de arrependimento, pedido de perdão e transmutação e consiste em realizar um pedido à energia do Amor Universal para cancelar e substituir as energias tóxicas que possam achar-se
O intelecto não pode solucionar problemas porque ele somente administra processos. Administrar coisas não soluciona os problemas. Quando se faz ho’oponopono, a Divindade encarrega-se dos pensamentos dolorosos e os neutraliza. Fazendo ho’oponopono você não purifica pessoas, lugares ou coisa alguma, mas neutraliza a energia dolorosa que você associa a essas pessoas, lugares ou coisas.
Para fazer ho’oponopono você não precisa saber qual foi o engano cometido ou qual foi o problema. Sua responsabilidade baseia-se em começar imediatamente a curar a essência de tais situações, dizendo simplesmente: “Eu te amo. Sinto muito. Por favor, perdoe-me. Obrigado.”
Trata-se apenas de realizar um trabalho interno em si mesmo para melhorar o externo. O procedimento pessoal baseia-se em manter-se calado e centrado em si, permitindo que o processo de transmutação seja levado a cabo por si mesmo, pois se envolver seu intelecto, o processo se detém.
Se deseja resolver um problema pessoal, trabalhe sobre si mesmo. Se tiver um problema com outra pessoa, simplesmente pergunte-se: “O que existe em mim que faz com que esta pessoa me ataque?” Eleve-se sobre essas situações dizendo simplesmente para si mesmo:
“Lamento por algo que tenha acontecido ou esteja acontecendo. Por favor, me perdoe.”
“Te amo e se despertei sentimentos hostis em você, sinto muito e peço-lhe perdão. Obrigado!”
“Lamento. Por favor, perdoe-me por algo que se encontra em meu interior e se manifesta como um problema (em mim ou em você).”
Você também pode recitar: “Divino Criador, Pai, Mãe e Filho, Todos em Um, se eu, meus familiares, amigos, ancestrais e descendentes de alguma maneira o ofendemos ou causamos qualquer tipo de prejuízo a você, a seus familiares, amigos, ancestrais e descendentes, em pensamentos, escritos, palavras ou ações desde o princípio da criação até a data presente, então nós pedimos humilde e modestamente para sermos perdoados por isso. Por favor, pedimos que qualquer tipo de memórias, obstáculos ou energias não desejadas sejam limpas, purificadas, definitivamente desprendidas, liberadas e transmutadas em pura luz. Pedimos que isto seja feito… e já se realizou.”
Quando sua alma experimenta memórias que reproduzem várias vezes situações problemáticas, fale silenciosamente com suas memórias e diga: “Amo-as, queridas memórias. Agradeço a oportunidade de liberá-las e de liberar-me”.
Queridos todos que estão aqui e os que não estão: Sinto muito. Me perdoe. Te amo. Obrigada.
Muita luz para liberar os fins e iluminar de forma solar todos os Começos!!!
Feliz 2012
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