sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Ho’oponopono.

Essa época de fim de ano traz uma urgência em nós que se não estivermos atentos nos insere numa esfera de ansiedades e desperdícios, completamente desnecessários. Como todo fim e posterior recomeço, estabelecemos uma conexão interna poderosa onde surgem questões fundamentais: o que está obsoleto – merece morrer, o que precisa nascer, o que precisa ser mantido. Ainda que nossos mecanismos de resistência ao hiper-movimento festivo estejam atentos, fazemos desenhos mentais do que pretendemos enterrar definitivamente no dia 31/12, e do que precisamos dar vida em 01 de janeiro. Essa conexão é salutar quando traz à tona, o absoluto em nós, que está interligado com todas as pessoas que passam por nosso caminho e até com as que não passam- somos um.

2011 foi para mim um ano muito intenso, muito trabalho interno, muita introspecção, trazendo com isso pessoas maravilhosas, com chaves para portais incríveis de luz. Era como se mil vidas estivessem sendo vividas no mesmo minuto. E estão.
Conheci e ainda estou conhecendo, técnicas espirituais, mentais, filosóficas, incríveis- todas- ainda que pontuais, ainda que só por um dia, ainda que não me tornassem seguidora, tiveram o papel fundamental de salvar minha vida, ainda que por um dia. A multidimensionalidade está aí, quase tangível, a espiritualidade nos toca e podemos senti-la, tão generosa, tão disponível, pedindo apenas que espalhemos a luz que somos.
Eu tenho enorme resistência em fazer parte de grupos esotéricos, espirituais, que pregam o trabalho intenso de freqüentar uma casa, seguir sempre os mesmos rituais... e a liberdade fica onde? Percebi que há um trabalho que está sendo desenvolvido quando lidamos com nossos familiares, colegas de trabalho, amigos, tão grande quanto entrar numa igreja rezar sem parar, prestando mais atenção na mosca que voa, do que na intenção que canaliza.

O Universo está aí, fluindo para quem quiser ser fluxo, amando pra quem quiser ser amor. Assim também como quem quiser ser as polaridades opostas.  
Semana passada fui apresentada,  a uma técnica de luz que tem a função de limpar situações atuais e de nossos antepassados, e ontem tive a oportunidade maravilhosa de ser apresentada à uma técnica de liberação de memórias. Como nada é por acaso, a palavra de ordem é liberar, limpar.  Fui recomendada à técnica Ho’oponopono. Surgiu quando conversava com um destes ser de luz, que salva as pessoas. Falávamos o quanto nossas reações, sentimentos são a repetição de memórias passadas que não liberamos, que é exatamente proporcional ao espaço que não damos à inspiração. Às vezes, sentimos estar em um beco sem saída, numa situação que nos gera tanta angústia, tanta incapacidade de lidar, onde temos a percepção de ter feito tudo e nem isto ter sido suficiente, é a exaustão física, mental, emocional em seu grau máximo, definitivamente é o limite. Neste ponto, não devemos fazer nada, e ela não falou muito das palavras, nem da técnica, só que era havaiana, e perguntei se era Ho´ponopono. Ela disse que sim, que tem obtido muitos resultados, e desde então, resolveu indicar. Perguntei o nome do livro e ela: Limite Zero, mas é difícil.
Eu já havia lido sobre isso, apesar de não fazer muito sentido, mas como diz o ditado, quando o discípulo está pronto o mestre se apresenta. Fui pra internet,, encomendei o livro e quando li sobre a técnica percebi o quanto era perfeita para meu momento atual. O outro ser de luz que conversou comigo esta manhã, confirmou: se é mudança o que queremos, vamos liberar o que é preciso.
Segue um resumo extraído de um blog.
Resumo do livro Limite Zero, de Joe Vitale:
Há dois anos, ouvi falar de um terapeuta no Havaí que curou um pavilhão psiquiátrico de criminosos sem sequer ver nenhum deles. O psicólogo estudava a ficha do presidiário e olhava dentro de si mesmo para ver como ele tinha criado a enfermidade dessa pessoa. Na medida em que ele melhorava, o paciente melhorava.
A primeira vez que ouvi falar desta história pensei que era uma lenda urbana. Como posso curar o outro curando somente a mim mesmo? Entretanto, escutei-a novamente um ano depois. Ouvi que o terapeuta tinha usado um processo de cura havaiano chamado “ho’oponopono”.
Meu entendimento era que “total responsabilidade” significava que eu sou responsável pelo que penso e faço. O que estiver mais além, está fora de minhas mãos. Acho que a maior parte das pessoas pensa o mesmo sobre responsabilidade: somos responsáveis pelo que fazemos, não do que os outros fazem – mas isso está errado.
O terapeuta havaiano que curou essas pessoas mentalmente doentes me ensinaria uma nova perspectiva avançada sobre o que é a total responsabilidade. Seu nome é Dr. Ihaleakala Hew Len. Ele explicou que no Hospital Estatal do Havaí, o pavilhão onde encerravam os criminosos loucos era perigoso. Os psicólogos desistiam de trabalhar ali em um mês. As pessoas que atravessavam esse pavilhão caminhavam com suas costas contra a parede, temerosas de serem atacadas por seus pacientes. Não era um lugar agradável para viver, trabalhar ou visitar.
O Dr. Len me disse que nunca viu os pacientes. Assinou um acordo de ter um escritório e revisar suas fichas. Enquanto olhava essas fichas, trabalharia em si mesmo. Enquanto trabalhava em si mesmo, os pacientes começaram a curar-se.
“Depois de alguns poucos meses, foi permitido que pacientes que deviam estar encarcerados que caminhassem livremente. Outros que tinham que estar fortemente medicados começaram a diminuir sua medicação. E aqueles que jamais teriam nenhuma possibilidade de ser liberados, tiveram alta”. Eu estava assombrado. “Não somente isso, mas o pessoal começou a ir feliz para o trabalho. A ausência e as mudanças de pessoal desapareceram. Terminamos com mais pessoas do que necessitávamos porque os pacientes eram liberados e todas as pessoas vinham trabalhar. Hoje esse este pavilhão está fechado.”
Aqui é onde eu tive que fazer a pergunta de milhões de dólares: “O que você esteve fazendo com você mesmo, que ocasionou a mudança dessas pessoas?”
“Eu simplesmente estava curando aquela parte minha que tinha criado aquilo neles”, disse ele. Eu não entendi. E o Dr. Len explicou que a total responsabilidade de sua vida implica tudo o que está em sua vida, simplesmente porque está em sua vida, é de sua responsabilidade. Em um sentido literal, todo o mundo é sua criação.
Uau! Isto é duro de engolir. Ser responsável pelo que eu faço ou digo é uma coisa. Ser responsável por outro ou por qualquer outra coisa que faça ou diga na minha vida é muito diferente. Entretanto a verdade é esta: se assumir completa responsabilidade por sua vida, então tudo o que você vê, escuta, saboreia, toca ou experimenta de qualquer forma é sua responsabilidade, porque está em sua vida. Isto significa que a atividade terrorista, o presidente, a economia ou algo que você experimenta e não gosta está ali para que se cure.
Sei que isto é difícil de entender, muito menos de aceitar ou de vivê-lo realmente. Atribuir ao outro a culpa é muito mais fácil do que assumir a total responsabilidade, mas enquanto falava com o Dr. Len comecei a compreender que o ho’oponopono significa amar a si mesmo.
Se deseja melhorar sua vida, deve curar sua vida. Se deseja curar qualquer outro, ainda que seja um criminoso mentalmente doente, faça-o curando a si mesmo.
Perguntei ao Dr. Len como curava a si mesmo. O que era que ele fazia exatamente, quando olhava as fichas desses pacientes.
“Eu simplesmente permanecia dizendo “Sinto muito” e “Te amo”, muitas vezes” explicou ele.
“Só isso?”
“Só isso.”
“O resultado é que amar a si mesmo é a melhor forma de melhorar a si mesmo. E enquanto você melhora a si mesmo, melhora seu mundo”.
O ho’oponopono é um processo de arrependimento, pedido de perdão e transmutação e consiste em realizar um pedido à energia do Amor Universal para cancelar e substituir as energias tóxicas que possam achar-se em nós. Não há limites no número de vezes que esta ferramenta pode ser usada, especialmente no que se refere a transmutar seus pensamentos em pura luz, assim como os de sua família, ancestrais e descendentes.
O intelecto não pode solucionar problemas porque ele somente administra processos. Administrar coisas não soluciona os problemas. Quando se faz ho’oponopono, a Divindade encarrega-se dos pensamentos dolorosos e os neutraliza. Fazendo ho’oponopono você não purifica pessoas, lugares ou coisa alguma, mas neutraliza a energia dolorosa que você associa a essas pessoas, lugares ou coisas.
Para fazer ho’oponopono você não precisa saber qual foi o engano cometido ou qual foi o problema. Sua responsabilidade baseia-se em começar imediatamente a curar a essência de tais situações, dizendo simplesmente: “Eu te amo. Sinto muito. Por favor, perdoe-me. Obrigado.”
Trata-se apenas de realizar um trabalho interno em si mesmo para melhorar o externo. O procedimento pessoal baseia-se em manter-se calado e centrado em si, permitindo que o processo de transmutação seja levado a cabo por si mesmo, pois se envolver seu intelecto, o processo se detém.
Se deseja resolver um problema pessoal, trabalhe sobre si mesmo. Se tiver um problema com outra pessoa, simplesmente pergunte-se: “O que existe em mim que faz com que esta pessoa me ataque?” Eleve-se sobre essas situações dizendo simplesmente para si mesmo:
“Lamento por algo que tenha acontecido ou esteja acontecendo. Por favor, me perdoe.”
“Te amo e se despertei sentimentos hostis em você, sinto muito e peço-lhe perdão. Obrigado!”
“Lamento. Por favor, perdoe-me por algo que se encontra em meu interior e se manifesta como um problema (em mim ou em você).”
Você também pode recitar: “Divino Criador, Pai, Mãe e Filho, Todos em Um, se eu, meus familiares, amigos, ancestrais e descendentes de alguma maneira o ofendemos ou causamos qualquer tipo de prejuízo a você, a seus familiares, amigos, ancestrais e descendentes, em pensamentos, escritos, palavras ou ações desde o princípio da criação até a data presente, então nós pedimos humilde e modestamente para sermos perdoados por isso. Por favor, pedimos que qualquer tipo de memórias, obstáculos ou energias não desejadas sejam limpas, purificadas, definitivamente desprendidas, liberadas e transmutadas em pura luz. Pedimos que isto seja feito… e já se realizou.”
Quando sua alma experimenta memórias que reproduzem várias vezes situações problemáticas, fale silenciosamente com suas memórias e diga: “Amo-as, queridas memórias. Agradeço a oportunidade de liberá-las e de liberar-me”.

Queridos todos que estão aqui e os que não estão: Sinto muito. Me perdoe. Te amo. Obrigada.
Muita luz para liberar os fins e iluminar de forma solar todos os Começos!!!
Feliz 2012

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Dia de Não Comprar Nada


Você conseguiria passar um dia inteiro sem comprar nada? Não por falta de grana, mas por consciência ambiental?  Milhões de pessoas ao redor do mundo decidiram que na última sexta-feira de novembro, ano a ano, ninguém compra nada. Essa é uma campanha chamada Buy Nothing Day, criada pela organização Adbusters.  Procurei, mais especificamente, no site da organização e o dia da campanha nos EUA é 25/11, enquanto no resto do mundo, 26/11.

Pelo sim, pelo não, você pode escolher a sexta ou o sábado, ou, se ainda quiser ser mais envolvido com a campanha, quem sabe os 2 dias?


Demanda algum esforço, é claro, tipo preparar o próprio almoço pra levar pro trabalho, mas promove uma reflexão um tanto importante: Tudo o que você compra é realmente útil? Você precisa comprar tanto, em tão pouco tempo? O que você precisa comprar, não pode esperar? E enquanto espera, não são várias as vezes  que muda de idéia?


Sendo um mês anterior ao natal, vou lançar o desafio para mim mesma, não só neste dia- do qual já participo há alguns anos- mas para o Natal.

Tem dois links maravilhosos para quem quer entrar em contato com o Universo da Contra-cultura, difundidos pelo Capitalismo devastador: Em um tem uma entrevista ótima com os idealizadores, sobre o impacto que a campanha causa em gigantes como Mac Donnalds, Nike... O outro link é do próprio Adbusters:

http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/atitude/conteudo_247335.shtml

 

http://www.adbusters.org/


Foi tão legal que me lembrei da data exatamente depois de ler uma matéria sobre a Black Friday, que é o contraponto deste movimento.  A Black Friday, sexta-feira preta em inglês, é uma megaliquidação realizada pelos varejistas nos Estados Unidos sempre na última sexta-feira de novembro. Quem trouxe para o  Brasil este ano, foi o  hipermercado Extra,  antecipou-se ao seu concorrente americano, o Walmart, e será a primeira grande rede de lojas físicas do País a aderir ao evento de marketing. A  promessa de descontos é de até 70%. Óóóóó... Todas as lojas vão abrir na sexta-feira, dia 25 de novembro, às 4 horas da manhã e fecharão à meia noite. O objetivo da ‘Black Friday’ é antecipar as vendas de Natal e capturar o consumidor antes que ele gaste - e se endivide - com os concorrentes. Foi feito um forte investimento em mídia a partir de quarta-feira à noite, com comerciais de um minuto no horário nobre da televisão. Além disso, a rede dará condições agressivas de crédito, como o primeiro pagamento em fevereiro e a ampliação do limite nos cartões, que pode chegar até a 100%. Sensacional, não?

Não. Sensacional, só se você quiser se iludir, porque liquidação tem o ano todo. O que eles querem é abocanhar o seu décimo terceiro salário e a sua alma sem a menor piedade, porque amparados pelo clima “felizinho” de fim de ano, você comprará várias coisas de que não precisa.
Eu diria que esse é um típico exemplo do Juízo Final, em que tem o anjinho pedindo pra você resistir, talvez jejuar e do outro lado, o diabinho pedindo pra se render à luxúria.  A disputa ali, na mesma sexta-feira.
Aí você, massacrado o ano todo, poderia dizer: Mas, eu sou pobre, não posso nem fazer uma extravaganciazinha no fim de ano? Pode, claro que pode, inclusive começar o próximo ano, sofrendo por conta.
Como diria aquela música: É o Juízo Final, a estória do bem e do mal. Quero ter olhos pra ver a maldade desparecer...
E aí, vai ficar em cima do muro?  De que lado você está: Black Friday ou Buy Nothing Day?
Sexta-Feira Preta só em filme de terror, porque o futuro disso é um sábado de arrependimento.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O coração é o que faz razão

Sabe aqueles dias, que está um sol enorme lá fora e você está em clima de chuva, querendo ficar mais na caverna do que o Batman, quando o mundo quer que vc aja, reaja, se jogue com ou sem energia na sansara da rotina e você está no movimento oposto?
Hoje acordei assim, e me achei ótima. Separei a roupa florida e delicada e fui pra minha aula de Yoga que conecta com a luz do coração, a luz que faz razão.
Ontem ouvi uma bobagem dessas que não merece crédito, de que havia situações mais importantes do que tratar do que vem do coração. Soou como uma trombeta do Apocalipse, um raio na minha cabeça, traçando um divisor de águas, onde temos a certeza do paralelismo universal, em que questionamos em qual momento pessoas assim conseguem entrar na nossa vida, nos tocar ou nos encontrar, ou que talvez este momento esteja tão distante que não retornará jamais.  O que pode ser mais importante do que o coração? E tudo se sublima, então.
O que dizer para pessoas que não ouvem seu próprio coração?
Lamentavelmente isso é muito mais comum do que se pensa.  Muitas pessoas são regidas pelo Ego- que como diz uma querida amiga- é a vizinha louca do andar de cima, cutucando nossa cabeça, cobrando decisões, reações, ações. Na contra-mão deste movimento, eu desejo sentir.

Se tem uma coisa que tenho certeza, conquistada há pouco tempo, em algum progresso meditativo, é que nada é mais importante do que o  coração. É o coração que rege e impulsiona todos os movimentos construtivos. É o coração que governa nossos instintos de proteção, nossa criação, nossa direção. O objetivo das vidas que respeito é colocar a atenção no coração, governando cada ato, cada movimento, cada intenção, porque o que vem deste ponto está conectado com o essencial.

O amor diz sim, o tempo todo. E deve começar de dentro para fora. Começa onde entendemos a delicadeza que há em nós e o cuidado que ela merece. Começa quando percebemos a intenção de nossa verdade e a relação dela com o mundo. Neste ponto fica claro que não é possível dar ao próximo aquilo que não temos para dar, só é possível  ampliar a consciência interna para preparar o nosso presente para o outro. Quando se reconhece este ponto, há o entendimento que não há amor que lhe tire algo, não há amor que cobre de você o seu próprio valor de ter, de merecer, de receber, de ser - ou não seria amor.
Percebo que a chuva que se faz fora me traz o aconchego do recolhimento,  intensificando o calor do Universo que há em mim, percebo que as nuvens apenas protegem o meu mundo interior de ser violado pelo externo. Percebo que este mundo se amplia exponencialmente através da consciência do ser, e que Kali, a Divindade que rege as mudanças, mas simboliza a destruição, veio porque foi invocada. Segundo a  história,  Kali destrói os fantasmas e demônios e protege os dotados de virtudes. Assim será.
Não é possível construir um mundo tão belo sobre fragmentos, é preciso destruir tudo, fazer que tudo se torne cinzas, que se transformarão em solo para receber as sementes, que se converterão em frutos maravilhosos. Isso é viver. Sim, há muita beleza nos fins de ciclos, há muita sabedoria, ensinamento, para quem os deseje receber, sem falar da esperança neste universo que sempre, sempre, conspira a favor.

Em momentos assim, podemos pensar sobre o vazio, presente na incerteza, que o indeterminado pode trazer. Mas, porque desejaríamos preencher o desconhecido, senão para aplacar alguma ansiedade? E por que sedar a ansiedade se ela não tem razão de ser?
A ansiedade não existe para ser sedada, a ansiedade está, onde existe o nada. E o que fazer com isso?
Quando se tem fé, não há medo, é só confiar que não saber nada é o melhor que devemos saber, para não cercearmos as possibilidades. E o vazio não é a ausência de qualquer coisa, mas o espaço a ser preenchido. Com o que você quer preencher o seu vazio?
Neste processo maravilhoso de cuidar do espaço interno, resolvi listar algumas coisas maravilhosas que alimentam a minha alma, me fazem feliz e despertam o essencial:
Olhar de filha/ beijo de filha/ filha perguntando: quer um abraço?/ Ouvir a sabedoria no silêncio do meu pai/ Intuir que meu irmão vai ligar antes do telefone tocar (sempre)/ Falar com  Alex sobre tudo/  Yoga com Zênnia/ Yoga com Hercília/ Carinho da Val/ Amizade da Eli/ Energia da Gê/  Falar de luz com a Lúcia/ com a Diana/ com a Josiane/ com a Maria Cristina/ com a Maria Emília/ Ser parte do Universo/ Pensar o que eu posso fazer pelo mundo/ Fazer o que eu possa pelo próximo/ Ouvir os passarinhos na minha janela/ Escrever como agora/ Chuva lá fora/ Barulho de fonte abundante/ Cachoeira/ Namorar/ Comer brownie deitada no sofá / Sopa vegetariana/ Comida natural no Nave Mãe/ Massagem no pé/ na mão/ no corpo/ Cafuné/ em mim/ no outro/ Beber água, muita/ Acupuntura/ Relaxar/ Alimentar meus peixes/ Alimentar meus sonhos/ Sonhar/ Acreditar na possibilidade/ Acreditar na felicidade/ Acreditar no amor/ Viajar/ Sentir a taquicardia de ver a filha superar/ Chorar de emoção/  Ler  sobre Jesus/ Ver Jesus/ Ler sobre os mestres/ sobre Filosofia/ sobre saúde/ sobre mudança de consciência/ sobre energia/ sobre sustentabilidade/  sobre crianças/ sobre mães/ Meditar/ Agradecer a Deus/  Ficar quieta/ Fazer nada/  Ficar com a mente vazia/ Beijar e dissolver o limite no outro/ Organizar festas/ Pisar na grama/ Integrar/ Receber sorriso de filha/  Ver filha dormindo como um anjo/ Rezar/ Lembrar do amor da minha avó... Sentir saudade...Respirar... Amar.
Ah! Chegar em casa depois da faxina. É exatamente isso, cheguei em casa depois da faxina.
Tá tudo limpo, cheiroso, arrumado, lindo! Agora é descansar.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Asteróide

Ontem passou um asteróide de raspão na Terra.  Isso gerou alguma expectativa, já que ano que vem será 2012, e as tais associações às professias Maias assombram os calendários com previsões de fim do mundo.
O asteróide passou a exatos 325 mil quilômetros da Terra, distância menor do que a lua. Segundo os astrônomos, um corpo espacial assim não se aproximará da Terra antes de 2028.
Mas, por que este interesse astronômico?
Fico pensando, nos vagos tempos eternos entre um minuto e outro, restantes às obrigações da rotina, como somos pequenos, poeira cósmica, neste universo infinito. Que nossas relativas dores, flores, cores, nossos inseparáveis amores, são o nada eterno. Hoje com nossa consciência limitada e relativa, percebemos a realidade, entre pulsos, de absorções e reações- e que curiosamente, obedecem ao mesmo movimento de contração e expansão que rege os planetas.
Não há nada de novo nisto, Hermes Trimegisto já explicava alguns princípios que regem a Ordem Universal. E me atenho ao terceiro princípio, bem objetivamente:
- "Nada está parado. Tudo move. Tudo vibra".  Este é o estado da impermanência.
Calcula-se em um milhão o número de asteróides com mais de 50 metros de diâmetro que se aproximam perigosamente da órbita da Terra. Apesar de relativamente pequenos, contêm cerca de dez megatons de energia, o equivalente a uma potente bomba nuclear. E, no entanto, o que permite que não haja colisão senão uma ordem maior regida pela harmonia, em que as energias se reconhecem através das vibrações emitidas, e passam umas pelas outras, definindo a delicadeza de passos de um balé celeste? Harmonia, governada pelo equilíbrio,  regida por alguma Energia Suprema, que chamo de Deus, e nos faz vibrar, pulsar, interagir.
Nos meus delírios cosmológicos olhei pro céu, pensando neste amigo asteróide que estaria tão próximo e tão afastado- poderia eu vê-lo? Seria eu digna de ser reconhecida?
Sabe-se lá de que mundos são feitos os asteróides, embora nossa limitada ciência aceite a teoria da Rocha... cheguei em casa, impactada por tal pensamento, e conversei sobre o evento com a minha filha, sempre com minhas versões lúdicas ou românticas, segundo algumas interpretações.
- Vc sabia que hoje passa um asteroide pela Terra?
E ela, célula desperta, mas ainda refém da mente coletiva, se aflingiu num sonoro: anhhhhh? Então vai bater em nós e vamos, todos, morrer?
Respondi:- Claro que não, não representa perigo, e quem sabe de que são feitos os asteróides? Na minha imaginação pode ser uma fada, um anjo, ou o gênio da lâmpada, que passará esta noite e levará nossos sonhos e desejos para Deus. Sabe aquele papo: quem sabe passa um anjo e diz amém, pra algo que a gente queira muito?! É isso, pra mim é isso, o asteróide vai passar rápido e dizer amém, então vou pensar em coisas bem maravilhosas, que eu quero que aconteçam e você pode fazer o mesmo.
Ela riu, numa confortável gargalhada de quem se sente em segurança, e disse que pediria pela preservação da natureza, que não matassem as plantas e possamos cuidar do mundo sem guerras, com mais amor.
Esse é o princípio da vibração em sua polaridade máxima positiva. Poderia eu desejar estar em outro lugar, vibrando de felicidade ao compartilhar a passagem deste evento cósmico com a minha filha e ela pedindo pela natureza e pelo amor? Esta é a energia que se desenvolve quieta, vibra, nos envolve a todos, e faz com que o asteróide passe direto, porque reconhece e se reconhece no amor.

sábado, 16 de julho de 2011

Borboleta

Eis que chega o dia, do dar-se conta. Quase sem perceber, a minha filha, aquela fadinha, aquele serzinho todo iluminado de 10 anos, reveste-se da imperatividade da pré-adolescência. É tanta energia que transborda, é tanta força, tanta luz que anuncia uma nova fase.
Abandona-se a fase do sabe-se tudo, sem saber que sabe – a da infância; e se posiciona na fase do achar que sabe tudo, quando lhe falta de fato a maturidade do saber. Mas como é lindo!!!
As trocas são infinitas:
Saem as roupas de bichinhos,  florezinhas...para que não ganhe lugar o mico que povoa a árvore do ridículo. Neste quesito ficam vetadas as fantasias de carnaval, que até para sair no bloco de bichos sofrem uma relutância tremenda- coitadas!
Saem os cabelos cacheados que já não servem mais, afinal ficar com cara de anjinho, “não tem nada a ver, é coisa de criancinha bobinha” e entram os cabelos lisos, falsificados pelas escovas, pranchas, formóis que acabam com a naturalidade estética  pessoal, mas  é a marca registrada do estar penteada, e pronta pra qualquer balada.
Saem a ausência de seios e entra o sutiã com bojo. Neste quesito, a delicadeza é essencial, pela diversidade de tamanhos e a crise que isto suscita: as amigas que pressionam, os meninos que reconhecem, os familiares que se reconhecem e os próprios que se angustiam- O que sou? Porque sou? Como sou? Como serei? Ai, ai...

Para isto eu digo: serás sereia!!! Linda, bela, majestosa, singular! Seu canto será ouvido, por quem deverá ser, seu amor reconhecido por quem o merecer, seu encanto se espalhará, assim, sem cessar, por onde passar.

Ò minha linda, amada, ainda aflita, pré-adolescente, quando te perceberes exatamente como és, verás que todas as aflições não tinham sentido de existir, o que vês no espelho é o melhor plano que Deus preparou pra ti e a você, cabe fazer o melhor para cumprir. Talvez, mais tarde, espero que logo, percebas que tantas voltas que deu, se apressará em desfazer, simplesmente porque nasceste pronta, nasceste sendo, nasceste tudo. Perceberás que todos os caminhos que se apressou em buscar, em ir atrás, sempre estiveram onde você está, e toda aflição perdeu-se no próprio perder.

Repousa teu coração, te olha como o ser divino que és, se ama como só você pode se amar. O corpo é sagrado, porque contém tudo. Teu coração é sagrado porque é só amor. Vc,  inquieta como é, me provando o sentido que tem sido trabalharmos o poder de argumentar, poderá perguntar : E quando odeio? Às vezes sinto raiva das pessoas que fazem o mal, odeio as pessoas que matam as plantas?  Ó linda,  mesmo o ódio é amor. O ódio só existe pela necessidade de ser reconhecido e aceito pelo amor. Aceita a poesia dos contrastes, de um dia estar linda, no outro não sentir-se tanto, aceita tudo que sente, toda felicidade que só vem depois do frio na barriga. Alegria!!!
Ame, então, ame cada comentário de que estás muito alta, muito magra, muito resmungona, muito descabelada, tudo é parte, tudo faz parte. Desde que você não esqueça o principal: seja você.
Nem nasceste largarta, para percorrer o caminho de desfigurar-se até virar borboleta, mas retire o que não tem utilidade, limpe o que  não faz bem, transforme-se e voe.
Nós, merecemos ter todas as suas cores, esplendores, espalhando luz por aí.

Rio, 25 de Março de 2011.

Virtudes 2

Virtudes 2
Ainda no quesito virtude, trago os versos de Ouro de Pitágoras, que traduzem ensinamentos que se fossem obedecidos trariam grandes mudanças individuais e/ ou universais. Tais conceitos fundamentam a definição anterior: Disposição constante do espírito que nos induz a exercer o bem e evitar o mal.
Embora Pitágoras tenha escrito esses versos há 2.500 anos, eles são tão atuais hoje quanto na Grécia Antiga. Depois me diga: Está ou não está tudo aí?







Versos de Ouro de Pitágoras:
01. Honra em primeiro lugar os deuses imortais, como manda a lei.
02. A seguir, reverencia o juramento que fizeste.
03. Depois os heróis ilustres, cheios de bondade e luz.
04. Homenageia, então, os espíritos terrestres e manifesta por eles o devido respeito.
05. Honra em seguida a teus pais, e a todos os membros da tua família.
06. Entre os outros, escolhe como amigo o mais sábio e virtuoso.
07. Aproveita seus discursos suaves, e aprende com os atos dele que são úteis e virtuosos.
08. Mas não afasta teu amigo por um pequeno erro.
09. Porque o poder é limitado pela necessidade.
10. Leva bem a sério o seguinte: Deves enfrentar e vencer as paixões.
11. Primeiro a gula, depois a preguiça, a luxúria, e a raiva.
12. Não faz junto com outros, nem sozinho, o que te dá vergonha.

13. E, sobretudo, respeita a ti mesmo.
14. Pratica a justiça com teus atos e com tuas palavras.
15. E estabelece o hábito de nunca agir impensadamente.
16. Mas lembra sempre um fato, o de que a morte virá a todos.
17. E que as coisas boas do mundo são incertas, e assim como podem ser conquistadas, podem ser perdidas.
18. Suporta com paciência e sem murmúrio a tua parte, seja qual for.
19. Dos sofrimentos que o destino determinado pelos deuses lança sobre os seres humanos.
20. Mas esforça-te por aliviar a tua dor no que for possível.
21. E lembra que o destino não manda muitas desgraças aos bons.
22. O que as pessoas pensam e dizem varia muito; agora é algo bom, em seguida é algo mau.
23. Portanto, não aceita cegamente o que ouves, nem o rejeita de modo precipitado.
24. Mas se forem ditas falsidades, retrocede suavemente e arma-te de paciência.

25. Cumpre fielmente, em todas as ocasiões, o que te digo agora.
26. Não deixa que ninguém, com palavras ou atos,
27. Te leve a fazer ou dizer o que não é melhor para ti.
28. Pensa e delibera antes de agir, para que não cometas ações tolas.
29. Porque é próprio de um homem miserável agir e falar impensadamente.
30. Mas faze aquilo que não te trará aflições mais tarde, e que não te causará arrependimento.
31. Não faze nada que sejas incapaz de entender.
32. Porém, aprende o que for necessário saber; deste modo, tua vida será feliz.
33. Não esquece de modo algum a saúde do corpo.
34. Mas dá a ele alimento com moderação, o exercício necessário e também repouso à tua mente.
35. O que quero dizer com a palavra moderação é que os extremos devem ser evitados.
36. Acostuma-te a uma vida decente e pura, sem luxúria.

37. Evita todas as coisas que causarão inveja.
38. E não comete exageros. Vive como alguém que sabe o que é honrado e decente.
39. Não age movido pela cobiça ou avareza. É excelente usar a justa medida em todas estas coisas.
40. Faze apenas as coisas que não podem ferir-te, e decide antes de fazê-las.
41. Ao deitares, nunca deixe que o sono se aproxime dos teus olhos cansados,
42. Enquanto não revisares com a tua consciência mais elevada todas as tuas ações do dia.
43. Pergunta: "Em que errei? Em que agi corretamente? Que dever deixei de cumprir?"
44. Recrimina-te pelos teus erros, alegra-te pelos acertos.
45. Pratica integralmente todas estas recomendações. Medita bem nelas. Tu deves amá-las de todo o coração.
46. São elas que te colocarão no caminho da Virtude Divina.
47. Eu o juro por aquele que transmitiu às nossas almas o Quaternário Sagrado.
48. Aquela fonte da natureza cuja evolução é eterna.

49. Nunca começa uma tarefa antes de pedir a bênção e a ajuda dos Deuses.
50. Quando fizeres de tudo isso um hábito,
51. Conhecerás a natureza dos deuses imortais e dos homens,
52. Verás até que ponto vai a diversidade entre os seres, e aquilo que os contém, e os mantém em unidade.
53. Verás então, de acordo com a Justiça, que a substância do Universo é a mesma em todas as coisas.
54. Deste modo não desejarás o que não deves desejar, e nada neste mundo será desconhecido de ti.
55. Perceberás também que os homens lançam sobre si mesmos suas próprias desgraças, voluntariamente e por sua livre escolha.
56. Como são infelizes! Não vêem, nem compreendem que o bem deles está ao seu lado.
57. Poucos sabem como libertar-se dos seus sofrimentos.
58. Este é o peso do destino que cega a humanidade.
59. Os seres humanos andam em círculos, para lá e para cá, com sofrimentos intermináveis,
60. Porque são acompanhados por uma companheira sombria, a desunião fatal entre eles, que os lança para cima e para baixo sem que percebam.

61. Trata, discretamente, de nunca despertar desarmonia, mas foge dela!
62. Oh Deus nosso Pai, livra a todos eles de sofrimentos tão grandes.
63. Mostrando a cada um o Espírito que é seu guia.
64. Porém, tu não deves ter medo, porque os homens pertencem a uma raça divina.
65. E a natureza sagrada tudo revelará e mostrará a eles.
66. Se ela comunicar a ti os teus segredos, colocarás em prática com facilidade todas as coisas que te recomendo.
67. E ao curar a tua alma a libertarás de todos estes males e sofrimentos.
68. Mas evita as comidas pouco recomendáveis para a purificação e a libertação da alma.
69. Avalia bem todas as coisas,
70. Buscando sempre guiar-te pela compreensão divina que tudo deveria orientar.
71. Assim, quando abandonares teu corpo físico e te elevares no éter.
72. Serás imortal e divino, terás a plenitude e não mais morrerás.

O Livro das Virtudes




  
O Livro das Virtudes

Tenho por princípio considerar os livros obras infinitas, que vão ampliando os conceitos e a percepção de acordo com o momento ou grau de evolução de cada um.  Esta semana comecei a ler com minha filha  “O Livro das Virtudes” de William J. Bennet. Eu sou absolutamente fascinada por este livro e estava esperando este momento, o momento em que seria compartilhado por nós duas. Só que foi muito melhor do que desenhei em meus mais remotos planos.
Pra quem não conhece,  o livro reúne textos de muitas épocas e lugares. Da Bíblia a Shakespeare, de Esopo aos irmãos Grimm, de Aristóteles a Emily Dickinson, do folclore africano a discursos de Lincoln, de Oscar Wilde a Martin Luther King. São passagens, histórias, contos e poemas que ilustram dez virtudes essenciais para a formação moral de qualquer cidadão. E se tem uma coisa que a gente planta e deseja para os filhos é que sejam pessoas virtuosas.
É interessante, porque esperamos uns...10 anos para isto. Quando  era bem pequena, eu lia alguns contos para ela; mas quando começou a ler,  não se interessava muito, por ser um tijolão e os  livros com desenhos, ilustrações serem os preferidos, por motivos óbvios pra idade. Neste tempo, apresentei suas versões para crianças, que são acessíveis, e tiveram boa aceitação. Mas, nada tira o brilho de ler com ela, textos tão maravilhosos que mudaram os conceitos, corrigiram os rumos e construíram nossa história.
Segue o texto, que guardei este tempo todo,  e que gostaria, se eu fosse tão brilhante, de ter escrito para ela. De Scott Fitzgerald, em “O Livro das Virtudes”:

“Querida filha:

(...) Estou satisfeito por você estar feliz, mas não acredito muito em felicidade. Tampouco acredito em tristeza. São coisas que vemos no teatro, no cinema ou nos livros; essas coisas não nos acontecem na vida real.
Tudo em que acredito na vida são as recompensas à virtude (de acordo com os talentos de cada um) e os castigos por deixar de cumprir com as obrigações, que custam o dobro.
Sem pensamentos hoje, a vida parece um simples relato de um caso publicado no Saturday Evening Post. Penso em você, e sempre de forma agradável: mas se me chamar de “Pappy” outra vez, vou levar o Gato Branco para fora e dar-lhe uma boa surra, seis palmadas para cada vez que você for impertinente. Alguma reação quanto a isso?
Vou preparar a lista de comportamento na colônia.
Tolices, concluirei. Coisas que merecem atenção:

Cuide da coragem
Cuide da higiene
Cuide de eficiência
Cuide da equitação...
Coisas que não merecem atenção:
Não ligue para a opinião dos outros
Não ligue para bonecas
Não se preocupe com o passado
Não se preocupe com o futuro
Não se preocupe com o seu crescimento
Não se preocupe se alguém passar à sua frente
Não pense em triunfar
Não
pense no fracasso, exceto se for por sua culpa
Não ligue para mosquitos
Não ligue para moscas
Não ligue para os insetos em geral
Não
se preocupe com os pais
Não se preocupe com os meninos
Não se preocupe com as decepções
Não se preocupe com os prazeres
Não se preocupe com as satisfações
Coisas para pensar:
Qual é o meu objetivo verdadeiro?
Como me classifico em comparação às meninas da minha idade quanto a: a) meu desempenho na escola? b) compreender realmente as pessoas e ser capaz de me relacionar bem com elas? c) estar fazendo do meu corpo um instrumento útil ou negligenciando este aspecto?”

Ela adorou, sorriu, sorrimos, lemos outros... e ela perguntou nesse contexto todo, o que eram as virtudes?
Respondi que eram qualidades na formação da moral, do caráter das pessoas.
Mas, pesquisando melhor encontrei uma definição que achei perfeita:  Disposição constante do espírito que nos induz a exercer o bem e evitar o mal.
Estamos em paz, cada dia mais!



Rio, 25 de Março de 2011

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Razão de Ser

Delicado, etimologicamente falando: ameno, sutil, cortês, agradável, mimoso, suave, também difícil, também complicado. Mas este D-licado propõe a abordagem tênue que existe nas interseções, entre razão/ emoção, ceder aos impulsos/ ou permanecer fiel aos princípios, errar/acertar, nem tanto/nem tampouco, o caminho do meio, o equilíbrio que estabelece a criação maior: o existir. Que a existência seja leve, simples, harmônica. Que a reflexão provoque a delicadeza, nos atos, nos pensamentos, nos sentimentos. Essa é a busca de uma vida, está nisso a razão de ser. Sejamos D-licados, então.